Erros de precificação que fazem o seller vender muito e lucrar pouco
Existe uma situação clássica entre sellers: o faturamento cresce mês após mês, os pedidos não param de chegar, mas no fim do mês sobra pouco — ou nada. Na maioria dos casos, o problema não é falta de venda. É preço mal calculado.
Precificar em marketplace é diferente de precificar em loja própria. As plataformas têm taxas que variam por categoria, tipo de anúncio, campanha e até modalidade de envio. Se o cálculo não considera tudo isso, o seller pode estar literalmente pagando para vender. Veja os erros mais comuns — e como evitar cada um.
1. Calcular a margem em cima do preço de venda, não do custo total
Esse é o erro número um. O seller pega o preço de venda, subtrai o custo do produto e conclui: "estou lucrando 40%". Só que esquece de subtrair:
- Comissão do marketplace (que pode variar por categoria e tipo de anúncio);
- Custo de envio (frete grátis sai do bolso do seller);
- Embalagem e insumos;
- Impostos sobre o faturamento;
- Custos com devoluções e trocas;
- Investimento em publicidade dentro da plataforma.
Quando todos esses itens entram na conta, aqueles "40%" podem virar 8% — ou até margem negativa em alguns pedidos.
Como corrigir
Monte uma ficha de custo completo por produto. O preço mínimo de venda deve cobrir todos os custos variáveis do pedido e ainda deixar a margem que você definiu como meta. Sem isso, qualquer desconto ou campanha pode empurrar o pedido para o prejuízo.
2. Usar a mesma margem para todos os produtos
Produtos diferentes têm pesos, taxas e níveis de concorrência diferentes. Aplicar uma margem única ("30% em tudo") faz você ficar caro demais em alguns itens e barato demais em outros.
Como corrigir
Segmente seu catálogo: produtos de giro rápido podem trabalhar com margem menor e trazer volume; produtos exclusivos ou de nicho sustentam margens maiores. O ideal é avaliar a margem por SKU, não por média geral.
3. Ignorar a diferença de taxas entre tipos de anúncio
Em muitas plataformas, modalidades de anúncio com maior exposição cobram comissões maiores. É comum o seller migrar um produto para um formato mais visível, vender mais… e lucrar menos por unidade, porque a taxa subiu e o preço ficou o mesmo.
Como corrigir
Sempre que mudar o tipo de anúncio ou entrar em uma campanha promocional, refaça o cálculo de margem com a taxa real daquela modalidade. A decisão de participar deve ser baseada em números, não só na promessa de visibilidade.
4. Não precificar o frete corretamente
Programas de frete grátis aumentam a conversão, mas o custo do envio precisa estar embutido no preço. Um erro frequente é embutir um valor médio de frete e não revisar quando as tabelas de envio mudam — o que acontece com certa frequência.
Como corrigir
Revise o custo de envio dos seus produtos mais vendidos pelo menos uma vez por mês. Itens pesados ou volumosos merecem atenção redobrada: neles, o frete pode superar o próprio lucro.
5. Dar desconto sem saber o ponto de equilíbrio
Promoções e cupons são ótimos para girar estoque, mas cada ponto percentual de desconto sai diretamente da sua margem — as taxas do marketplace, em geral, continuam sendo calculadas sobre o valor cheio ou sobre o valor final, conforme a regra da campanha.
Como corrigir
Antes de aplicar qualquer desconto, calcule o preço mínimo viável do produto: aquele em que a margem zera. Qualquer preço abaixo disso é prejuízo certo, mesmo que o volume de vendas suba. Desconto só faz sentido quando você sabe exatamente até onde pode ir.
6. Não monitorar a margem depois de definir o preço
Precificação não é tarefa única. Custos de fornecedor mudam, taxas são atualizadas, o frete muda, a concorrência pressiona. Um preço que era saudável há seis meses pode estar corroendo seu caixa hoje — e você só percebe quando olha o extrato.
Como corrigir
Crie uma rotina mensal de revisão: compare a margem planejada com a margem real de cada produto. Divergências recorrentes indicam custos escondidos ou taxas que não entraram no cálculo original.
O sinal de alerta: faturamento alto, caixa apertado
Se você reconhece esse cenário, a pergunta certa não é "como vender mais?", e sim "quanto estou realmente ganhando em cada venda?". Responder isso exige enxergar, pedido a pedido, todas as taxas e custos envolvidos — algo quase impossível de fazer manualmente quando o volume cresce.
É aqui que o Argos entra como parceiro: a plataforma cruza suas vendas com as taxas e tarifas efetivamente cobradas pelo marketplace, mostrando a margem real de cada pedido e destacando os pontos que valem revisão — seja um produto mal precificado, uma taxa divergente ou uma campanha que está consumindo seu lucro. Com essa clareza, a decisão de ajustar preço, trocar a modalidade de anúncio ou negociar custos fica muito mais segura. Vender muito é ótimo — mas vender com margem é o que sustenta o negócio.
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